Core Web Vitals: O que são e como otimizar seu site para a melhor experiência do usuário e SEO
Seu site pode ter o melhor conteúdo do mundo, mas se ele demora para carregar, trava ao clicar em botões ou os elementos pulam enquanto você tenta ler, seus visitantes vão embora – e o Google também vai penalizá-lo no ranqueamento. É aqui que entram os Core Web Vitals, métricas essenciais que o Google usa para avaliar a experiência real do usuário no seu site.
Os Core Web Vitals não são apenas mais um conjunto técnico de métricas que interessam apenas a desenvolvedores. Eles impactam diretamente dois aspectos cruciais do seu negócio online: ranqueamento no Google (quanto melhor suas métricas, melhor você aparece nas buscas) e conversões (sites rápidos e estáveis convertem muito mais que sites lentos e instáveis).
Neste guia completo você vai aprender o que é Core Web Vitals, entender cada uma das três métricas principais (LCP, FID e CLS), descobrir como otimizar Core Web Vitals com estratégias práticas, conhecer as ferramentas essenciais para medir e monitorar, e principalmente, compreender por que investir nessa otimização pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso da sua presença digital.
O que são os Core Web Vitals
Core Web Vitals são um conjunto de métricas específicas que o Google definiu como essenciais para medir a experiência do usuário em páginas web. Introduzidos oficialmente em 2020 e implementados como fator de ranqueamento em 2021, eles fazem parte de uma iniciativa maior do Google chamada "Page Experience".
Por que o Google Criou os Core Web Vitals
O Google tem um objetivo fundamental: entregar os melhores resultados de busca para os usuários. Mas "melhor" não significa apenas conteúdo relevante – significa também uma experiência agradável ao acessar esse conteúdo.
Estatísticas mostram que:
- 53% dos visitantes mobile abandonam sites que levam mais de 3 segundos para carregar
- Um atraso de 1 segundo no carregamento pode reduzir conversões em 7%
- 70% dos consumidores admitem que a velocidade da página influencia sua decisão de compra
O Google percebeu que não bastava ranquear páginas com conteúdo relevante se essas páginas oferecessem experiências ruins. Por isso, criou métricas padronizadas que todos os sites deveriam atender.
Os Três Pilares: LCP, FID e CLS
Os Core Web Vitals são compostos por três métricas principais, cada uma medindo um aspecto diferente da experiência do usuário:
1. LCP (Largest Contentful Paint) - Velocidade de Carregamento Mede quanto tempo leva para o maior elemento visível da página ser renderizado.
2. FID (First Input Delay) - Interatividade Mede quanto tempo leva para o site responder à primeira interação do usuário.
3. CLS (Cumulative Layout Shift) - Estabilidade Visual Mede o quanto os elementos da página se movem inesperadamente enquanto carregam.
Vamos explorar cada uma em detalhes.
LCP (Largest Contentful Paint): Velocidade de Carregamento
O que é LCP
LCP mede quanto tempo leva para o maior elemento de conteúdo visível na viewport (área visível da tela) ser completamente renderizado.
Elementos que o LCP geralmente mede:
- Imagens de grande formato (hero images, banners)
- Elementos de vídeo com imagem de capa
- Elementos com imagem de background
- Blocos de texto (se forem o maior elemento visível)
Exemplo prático: você acessa uma página de produto de e-commerce. O LCP seria provavelmente o tempo até a foto principal do produto aparecer completamente, pois é o maior elemento visual que você vê.
Metas de LCP
O Google estabelece três faixas:
Bom (Verde): LCP até 2,5 segundos
- Experiência excelente
- Impacto positivo no SEO
Precisa de Melhoria (Amarelo): LCP entre 2,5 e 4 segundos
- Experiência aceitável mas não ideal
- Impacto neutro ou levemente negativo no SEO
Ruim (Vermelho): LCP acima de 4 segundos
- Experiência pobre
- Impacto negativo no SEO e conversões
Meta ideal: manter o LCP abaixo de 2,5 segundos em pelo menos 75% das visualizações de página.
Por que o LCP Importa
Percepção de velocidade: mesmo que elementos menores carreguem rápido, se a imagem principal demora, o usuário percebe o site como lento.
Primeira impressão: você tem apenas alguns segundos para impressionar o visitante antes que ele desista e volte aos resultados de busca.
Correlação com conversões: estudos mostram que melhorar o LCP de 4 para 2 segundos pode aumentar conversões em 20-30%.
Como Otimizar o LCP
1. Otimização de Imagens
As imagens são a causa mais comum de LCP ruim.
Compressão: use ferramentas como TinyPNG, ImageOptim ou Squoosh para reduzir o tamanho dos arquivos sem perder qualidade perceptível.
Formato moderno: use WebP ou AVIF em vez de JPEG/PNG. WebP oferece 25-35% menor tamanho de arquivo com mesma qualidade.
Dimensões corretas: não envie uma imagem de 3000x2000px para exibir um espaço de 800x600px. Gere imagens no tamanho exato necessário.
Lazy loading estratégico: NÃO use lazy loading na imagem principal (LCP element). Você quer que ela carregue o mais rápido possível. Use lazy loading apenas em imagens abaixo da dobra.
2. Otimização de Servidor e Hospedagem
Hospedagem de qualidade: um servidor lento mata qualquer tentativa de otimização. Invista em hospedagem adequada ao seu tráfego.
CDN (Content Delivery Network): use um CDN como Cloudflare ou AWS CloudFront para entregar conteúdo de servidores geograficamente próximos ao usuário.
Compressão no servidor: habilite compressão Gzip ou Brotli para reduzir o tamanho dos arquivos transferidos.
HTTP/2 ou HTTP/3: protocolos modernos que carregam recursos de forma mais eficiente.
3. Priorização de Recursos Críticos
Preload do elemento LCP: diga ao navegador para carregar a imagem principal imediatamente:
<link rel="preload" as="image" href="hero-image.jpg">
Inline critical CSS: coloque o CSS essencial para renderizar a parte visível diretamente no HTML, sem precisar baixar arquivo externo.
Defer JavaScript não-crítico: scripts que não são essenciais para a renderização inicial devem ser carregados depois:
<script src="analytics.js" defer></script>
4. Minimização de Recursos
Minify CSS, JavaScript e HTML: remova espaços, comentários e caracteres desnecessários.
Reduza dependências: cada biblioteca JavaScript adiciona peso. Pergunte-se se você realmente precisa daquela biblioteca de 200KB para fazer algo simples.
Tree-shaking: remova código não utilizado de suas bibliotecas JavaScript.
FID (First Input Delay): Interatividade
O que é FID
FID mede o tempo entre a primeira interação do usuário (clique, toque, tecla) e o momento em que o navegador realmente responde a essa interação.
Exemplo prático: você acessa um site, vê um botão "Comprar Agora", clica nele... mas nada acontece por 2 segundos. Você clica de novo, com mais força (como se isso ajudasse 😄). Eventualmente o site responde. Esse delay é o FID.
O que causa FID alto: geralmente JavaScript pesado bloqueando a thread principal do navegador. O navegador está tão ocupado processando scripts que não consegue responder à sua interação.
Metas de FID
Bom (Verde): FID até 100 milissegundos
- Resposta praticamente instantânea
- Usuário nem percebe delay
Precisa de Melhoria (Amarelo): FID entre 100 e 300 milissegundos
- Delay perceptível mas tolerável
Ruim (Vermelho): FID acima de 300 milissegundos
- Delay frustrante
- Sensação de site travado
Por que o FID Importa
Frustração do usuário: não há nada mais irritante que clicar em algo e não receber feedback. Usuários podem pensar que o site está quebrado.
Perda de conversões: se o usuário clica em "Comprar" ou "Adicionar ao Carrinho" e nada acontece rapidamente, ele pode desistir.
Percepção de qualidade: sites responsivos transmitem profissionalismo; sites lentos transmitem amadorismo.
Como Otimizar o FID
1. Reduzir Tempo de Execução de JavaScript
Code splitting: divida seu JavaScript em pedaços menores. Carregue apenas o necessário para cada página.
Remova JavaScript não utilizado: ferramentas como Coverage no Chrome DevTools mostram quanto código você está carregando mas não usando.
Otimize bibliotecas de terceiros: analytics, chat widgets, pixels de redes sociais – cada script adiciona processamento. Carregue-os de forma assíncrona:
<script async src="analytics.js"></script>
2. Quebre Tarefas Longas
Tarefas JavaScript que levam mais de 50ms bloqueiam o navegador.
Use Web Workers: mova processamento pesado para threads separadas.
Implemente "Yield to Main Thread": divida tarefas longas em pedaços menores, dando chances ao navegador de processar interações.
3. Minimize o Impacto de Third-Party Scripts
Scripts de terceiros (Google Analytics, Facebook Pixel, etc.) estão fora do seu controle, mas você pode gerenciar como eles afetam seu site:
Lazy load: carregue scripts não-críticos apenas quando necessário ou após a interação inicial.
Use facades: para widgets como YouTube embed, chat ou mapas, mostre uma imagem estática primeiro. Carregue o widget completo apenas quando o usuário clicar.
Tag managers: use Google Tag Manager para gerenciar scripts de terceiros de forma mais eficiente.
Nota: INP (Interaction to Next Paint)
O Google está gradualmente substituindo FID por uma métrica mais abrangente chamada INP (Interaction to Next Paint), que mede não apenas a primeira interação, mas todas as interações ao longo da sessão do usuário. As otimizações para FID também melhoram o INP.
CLS (Cumulative Layout Shift): Estabilidade Visual
O que é CLS
CLS mede a instabilidade visual da página. Em outras palavras, o quanto os elementos se movem inesperadamente enquanto a página está carregando.
Exemplo clássico e frustrante: você está lendo um artigo, prestes a clicar em um link, quando de repente um banner publicitário carrega acima, empurra todo o conteúdo para baixo, e você clica no anúncio em vez do link que queria. Irritante, não?
Outro exemplo: você está prestes a clicar no botão "Confirmar Compra" quando um aviso carrega acima, o botão move para baixo, e você acidentalmente clica em "Cancelar".
Como o CLS é Calculado
CLS é calculado multiplicando:
- Impact fraction: quanto da viewport foi afetado pela mudança
- Distance fraction: quão longe os elementos se moveram
Sem entrar em matemática complexa: quanto mais elementos moverem e quanto mais longe moverem, pior o CLS.
Metas de CLS
Bom (Verde): CLS até 0,1
- Praticamente sem mudanças perceptíveis
- Experiência estável
Precisa de Melhoria (Amarelo): CLS entre 0,1 e 0,25
- Algumas mudanças perceptíveis
Ruim (Vermelho): CLS acima de 0,25
- Mudanças frequentes e frustrantantes
Por que o CLS Importa
Erros de clique: usuários clicam em elementos errados, causando frustração.
Perda de contexto: você está lendo um texto, ele pula, você perde onde estava.
Desconfiança: um site que "pula" parece instável ou de baixa qualidade.
Estudos de caso: melhorar CLS de 0,25 para 0,05 pode aumentar conversões em 10-15%.
Como Otimizar o CLS
1. Reserve Espaço para Conteúdo Dinâmico
A causa mais comum de CLS: carregar conteúdo que não tinha espaço reservado.
Imagens e vídeos: sempre defina width e height:
<img src="produto.jpg" width="800" height="600" alt="Produto">
Ou use aspect-ratio em CSS:
img {
aspect-ratio: 16 / 9;
width: 100%;
height: auto;
}
Anúncios: reserve o tamanho exato do espaço publicitário antes de carregar o anúncio.
Embeds (YouTube, Twitter, etc.): reserve espaço com aspect-ratio antes de carregar o iframe.
2. Evite Inserir Conteúdo Acima do Conteúdo Existente
Nunca insira banners, avisos ou qualquer conteúdo acima do que o usuário está visualizando, a menos que seja resposta direta a uma ação (como um popup após clicar).
Se você precisa mostrar avisos importantes (cookies, promoções), use uma barra fixa no topo ou rodapé que não empurre o conteúdo.
3. Fonts e Tipografia
Quando uma web font customizada carrega, ela substitui a font de fallback, potencialmente causando mudanças no layout.
Font-display: swap: use esta propriedade para minimizar o impacto:
@font-face {
font-family: 'MinhaFont';
src: url('minhafont.woff2');
font-display: swap;
}
Preload fonts críticas: carregue fonts importantes antecipadamente:
<link rel="preload" href="font.woff2" as="font" type="font/woff2" crossorigin>
Font-size fallback: configure fonts de fallback com tamanhos similares à font customizada para minimizar mudanças de layout.
4. Animações e Transições
Animações que mudam o layout causam CLS.
Use transform e opacity: estas propriedades não afetam layout:
/* Bom - não causa CLS */
.elemento {
transform: translateY(10px);
opacity: 0.5;
}
/* Ruim - causa CLS */
.elemento {
top: 10px; /* muda layout */
}
will-change: avise o navegador sobre animações futuras:
.elemento {
will-change: transform;
}
Como Medir os Core Web Vitals
Existem duas categorias de ferramentas: dados de laboratório (simulados) e dados de campo (usuários reais).
Ferramentas de Laboratório (Lab Data)
Testes controlados e reproduzíveis.
1. Google PageSpeed Insights (pagespeed.web.dev)
A ferramenta mais popular e completa. Digite a URL do seu site e receba:
- Scores de performance para mobile e desktop
- Valores específicos de LCP, FID (ou INP), CLS
- Sugestões detalhadas de otimização
- Antes e depois de implementar otimizações
2. Lighthouse (integrado no Chrome DevTools)
Abra seu site no Chrome → Clique com botão direito → Inspecionar → Aba "Lighthouse"
Configure para desktop ou mobile e execute a análise. Fornece métricas detalhadas e diagnósticos.
3. WebPageTest (webpagetest.org)
Ferramenta avançada que permite:
- Testar de múltiplos locais geográficos
- Diferentes dispositivos e conexões
- Filmstrip visual do carregamento
- Waterfall detalhado de recursos
Ferramentas de Campo (Field Data)
Dados de usuários reais acessando seu site.
1. Google Search Console - Core Web Vitals Report
Vá em Experiência → Core Web Vitals
Mostra:
- Quais páginas do seu site têm problemas
- Quantos URLs são afetados
- Se os problemas são em mobile, desktop, ou ambos
- Tendências ao longo do tempo
Vantagem: dados reais dos usuários que acessam seu site via Google.
2. Chrome User Experience Report (CrUX)
Relatório público do Google com dados agregados de usuários reais do Chrome.
Acessível via:
- PageSpeed Insights (mostra dados de campo na parte superior)
- CrUX Dashboard (no Google Data Studio)
- BigQuery para análises avançadas
3. Real User Monitoring (RUM)
Ferramentas pagas que coletam métricas de todos os visitantes:
- Google Analytics 4 (métricas de Web Vitals com configuração adicional)
- SpeedCurve
- New Relic
- Datadog
Laboratório vs Campo: Qual Usar?
Dados de laboratório são ótimos para:
- Diagnóstico de problemas específicos
- Testar otimizações antes de implementar
- Desenvolvimento e testes
Dados de campo são essenciais para:
- Entender a experiência real dos usuários
- Priorizar otimizações (focar nas páginas mais visitadas com piores métricas)
- Medir impacto real de mudanças
Ideal: use ambos. Laboratório para identificar e testar soluções, campo para validar que as soluções funcionam para usuários reais.
Core Web Vitals e SEO: Qual o Impacto Real no Ranqueamento
Desde junho de 2021, os Core Web Vitals são oficialmente um fator de ranqueamento no Google. Mas qual o peso real?
O que o Google Diz
O Google afirma que Core Web Vitals são um "tiebreaker" – quando dois sites têm conteúdo de qualidade similar, aquele com melhores métricas de experiência terá vantagem.
O que os Dados Mostram
Estudos de grandes players de SEO (SEMrush, Ahrefs, Moz) mostram:
- Sites com Core Web Vitals "Bons" tendem a ranquear melhor, mas não é o fator dominante
- Conteúdo relevante e de qualidade ainda é o mais importante
- A vantagem se torna mais significativa em nichos competitivos onde múltiplos sites têm conteúdo similar
Impacto Indireto (Mais Importante)
O impacto maior dos Core Web Vitals não é diretamente no algoritmo, mas no comportamento do usuário:
Bounce rate menor: sites rápidos e estáveis mantêm visitantes Tempo no site maior: usuários navegam mais quando a experiência é boa Taxa de conversão maior: sites otimizados convertem melhor
Esses sinais de engajamento positivo sim impactam fortemente o SEO.
Conclusão prática: não otimize Core Web Vitals apenas para o Google, otimize para seus usuários. O benefício em conversões e satisfação do cliente vale o investimento independente do SEO.
Estratégia Completa de Otimização de Core Web Vitals
Passo 1: Auditoria Inicial
-
Use PageSpeed Insights para analisar suas principais páginas:
- Homepage
- Páginas de produto/serviço mais visitadas
- Landing pages de campanhas
- Páginas de blog mais populares
-
Acesse Google Search Console → Core Web Vitals Report para ver o panorama geral
-
Priorize: comece pelas páginas com mais tráfego e piores métricas
Passo 2: Identificar Causas Raiz
Para cada métrica problemática:
LCP alto:
- Qual é o elemento LCP? (PageSpeed Insights mostra)
- Imagem muito grande?
- Servidor lento?
- Recursos bloqueando renderização?
FID/INP alto:
- Muito JavaScript?
- Scripts de terceiros pesados?
- Tarefas longas bloqueando a thread principal?
CLS alto:
- Imagens sem dimensões?
- Anúncios sem espaço reservado?
- Web fonts causando mudanças?
Passo 3: Implementar Otimizações
Baseado nas causas identificadas, implemente as correções (todas as estratégias detalhadas nas seções anteriores de cada métrica).
Dica: faça uma otimização por vez e meça o impacto antes de partir para a próxima. Isso ajuda a entender o que realmente faz diferença.
Passo 4: Testar e Validar
- Teste em PageSpeed Insights após cada mudança
- Aguarde 28 dias para que Google Search Console atualize com dados de campo
- Monitore analytics para ver se houve impacto em bounce rate, tempo no site, conversões
Passo 5: Monitoramento Contínuo
Core Web Vitals não são "conserte e esqueça". Novas funcionalidades, imagens, scripts podem degradar performance.
Estabeleça rotina:
- Verificação mensal em Search Console
- Teste automatizado em staging antes de deploy de novas funcionalidades
- Alertas para degradação de performance
Core Web Vitals para Diferentes Tipos de Sites
E-commerce
Desafios específicos:
- Muitas imagens de produtos
- Anúncios e banners promocionais
- Scripts de terceiros (carrinho, pagamento, reviews)
Prioridades:
- LCP: otimize imagens de produtos (WebP, lazy loading inteligente)
- CLS: reserve espaço para anúncios e banners rotativos
- FID: otimize scripts de carrinho de compras
Blogs e Sites de Conteúdo
Desafios específicos:
- Muitas imagens e mídia inline
- Anúncios (AdSense, etc.)
- Widgets e plugins (comentários, relacionados, etc.)
Prioridades:
- LCP: otimize imagem hero/destaque
- CLS: anúncios com espaço reservado, embeds com aspect-ratio
- FID: lazy load de widgets de comentários e social media
Sites Institucionais e Landing Pages
Desafios específicos:
- Hero sections com imagens grandes
- Formulários e interatividade
- Integrações de CRM e marketing
Prioridades:
- LCP: imagem hero otimizada e com preload
- FID: formulários responsivos, scripts de tracking assíncronos
- CLS: elementos de prova social com dimensões fixas
Para landing pages de alta conversão, Core Web Vitals são críticos – cada décimo de segundo pode significar perda de conversões.
WordPress e Plataformas de CMS
Desafios específicos:
- Muitos plugins adicionam scripts
- Temas podem não ser otimizados
- Falta de controle técnico profundo
Soluções:
- Use plugins de otimização (WP Rocket, Autoptimize)
- Escolha temas leves e bem codificados
- Minimize plugins (remova os não essenciais)
- Use hospedagem especializada em WordPress
Erros Comuns ao Otimizar Core Web Vitals
Erro 1: Focar Apenas em Desktop
Mais de 60% do tráfego vem de mobile. O Google prioriza a versão mobile do site (mobile-first indexing).
Solução: sempre teste e otimize para mobile primeiro.
Erro 2: Otimizar Apenas a Homepage
Search Console pode mostrar homepage verde, mas páginas internas vermelhas.
Solução: otimize templates e componentes que afetam todo o site, não apenas a página principal.
Erro 3: Usar Apenas Dados de Laboratório
PageSpeed Insights pode mostrar scores perfeitos, mas usuários reais ainda experimentam problemas.
Solução: monitore dados de campo no Search Console e ferramentas RUM.
Erro 4: Sacrificar Funcionalidade Excessivamente
Remover todos os scripts e imagens para ter score 100 mas tornar o site inútil não ajuda.
Solução: balanceie. Mantenha funcionalidades essenciais, otimize-as para serem rápidas.
Erro 5: Não Medir Impacto em Conversões
Você otimizou, os scores melhoraram, mas e o negócio?
Solução: sempre correlacione otimizações de performance com métricas de negócio (conversões, vendas, leads).
O Futuro dos Core Web Vitals
O Google continua evoluindo as métricas:
INP (Interaction to Next Paint): substitui FID em 2024, medindo responsividade de forma mais abrangente.
Novas métricas em discussão: o Google continuamente testa novas formas de medir experiência, como tempo até interatividade completa e suavidade de scroll.
Mais peso no ranqueamento: é provável que o Google aumente gradualmente a importância desses fatores conforme a web em geral melhora.
Integração com IA: futuras ferramentas podem usar IA para sugerir otimizações automaticamente.
Conclusão: Core Web Vitals São Investimento em Usuários e Negócio
Otimizar Core Web Vitals não é apenas sobre agradar algoritmos do Google. É sobre oferecer uma experiência genuinamente melhor para seus visitantes – e isso se traduz diretamente em resultados de negócio.
Sites com bons Core Web Vitals:
- Convertem mais (15-30% de aumento é comum após otimizações)
- Retêm visitantes por mais tempo
- Geram mais engajamento
- Reduzem bounce rate
- Melhoram satisfação do cliente
- Ranqueam melhor no Google
As três métricas – LCP (velocidade), FID/INP (interatividade) e CLS (estabilidade visual) – juntas criam uma experiência fluida que transmite profissionalismo e qualidade.
Cada segundo que você reduz no carregamento, cada delay que você elimina nas interações, cada movimento inesperado que você previne, está diretamente aumentando a probabilidade de converter um visitante em cliente.
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